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Ergoespirometria

 

É a associação de um teste ergométrico convencional com a análise do ar expirado pelo paciente, que serve para especificar medidas diretas de parâmetros respiratórios, como consumo de oxigênio, produção de gás carbônico, frequência respiratória e ventilação pulmonar. Em última análise a integridade desses sistemas bem como suas adaptações durante a realização de um exercício submáximo e máximo.

 

Indicações:

Avaliação funcional de doenças cardíacas e pulmonares.
Avaliação seriada no pré e no pós-transplante cardíaco.
Quantificação do risco de pacientes com miocardiopatias (doença do músculo cardíaco).
Para programar a reabilitação em pacientes com doença cardíaca ou com insuficiência cardíaca.
Para programar treinamentos de atletas.
Para diagnóstico diferencial da dispneia (falta de ar).

 

Contraindicações:

Gestantes e pessoas com peso corporal acima de 160 quilos.

 

Preparo para o exame:

No dia do exame, após o banho, não utilizar cremes, pomadas ou gel, vir ou trazer roupa confortável (bermuda e tênis para homens; bermuda e top para mulheres). Não fumar duas horas antes e uma hora após o exame, dieta normal duas horas antes ou dieta leve uma hora antes do exame (o paciente não deverá fazer o exame em jejum). A suspensão de medicação em uso fica a critério do seu médico e na dependência dos objetivos do exame, quando o objetivo é diagnosticar a doença arterial coronária, caso seja possível, recomenda-se suspender remédios que possam mascarar as manifestações da doença, como betabloqueadores (atenolol, propranolol, metoprolol), inibidores dos canais de cálcio (diltiazem, verapamil) e vasodilatadores coronarianos (dinitrato ou mononitrato de isossorbida, nitroglicerina). Recomenda-se ao paciente não expor o tórax desprotegido ao sol até 72 horas após o exame, já que pode surgir irritação da pele no local da colocação dos eletrodos para monitoração. No teste cardiopulmonar, além de se verificar os dados de um teste ergométrico, também é analisado o ar espirado para medidas do consumo de oxigênio, da produção de gás carbônico, da frequência respiratória e da ventilação pulmonar. Para tal, o paciente faz todo o esforço físico respirando preferencialmente com a utilização de um bocal (ou máscara, caso não suporte o bocal) e mantendo o nariz obstruído com um prendedor especial.

 

Complicações:

São muito raras, mas podem incluir: arritmias, insuficiência cardíaca, síndromes coronarianas agudas (angina instável, infarto agudo do miocárdio) e parada cardiorrespiratória.